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sexta-feira, 11 de março de 2011

Outono de Ismália

Não sei como aconteceu só sei que aconteceu.
As primaveras se passaram os verões também e agora vivo nesse outono sem fim esperando o tenebroso inverno chegar.
O mar cinza não me causa mais fascínio, as folhas de repente parecem ser todas iguais.
Agora sou mais um barco à deriva de meus próprios pensamentos, pela janela só enxergo agora um farol que brilha dentre as ondas cinza do mar e as folhas amarelas de minha vida.
 Outono interminável de nostálgicas lembranças ensolaradas, agora o céu está tão triste, as estrelas já não brilham mais e a lua parece se esconder.
Quem sabe um dia não navego por esse mar à procura de meu farol onde assim como Ismália no auge de meu louco outono subirei  e sonharei com a lua do céu e do mar.
Penderei minhas asas para voar e as ruflarei de par em par, minha alma subirá ao céu e meu corpo descerá ao mar.

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